Gestão estratégica de custos e isomorfismo em micro e pequenas empresas de três setores

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56563/costosygestion.105.1

Palavras-chave:

gestão de custos, gestão de micro e pequenas empresas, teoria institucional

Resumo

Micro e pequenas empresas possuem estruturas administrativas e operacionais bem simples. A partir dessa premissa, se espera que suas práticas referentes à gestão estratégica de custos se assemelhem entre si, independentemente dos setores de atividade econômica dos quais façam parte. O objetivo deste artigo é investigar práticas de gestão de custos entre micro e pequenas empresas que atuam nos setores comercial, industrial e de prestação de serviços em busca de evidências de isomorfismo mimético. Para a realização desta pesquisa, foram analisadas noventa empresas de micro ou pequeno porte. Quatro grupos de variáveis foram analisados: experiência dos gestores, aspectos mercadológicos, aspectos organizacionais e aspectos técnicos da gestão estratégica de custos. Os dados foram coletados a partir da realização de um survey. Duas técnicas estatísticas foram utilizadas: teste de Kruskal-Wallis e teste U de Mann-Whitney. Os resultados obtidos apresentam evidências estatísticas significativas sobre semelhanças acerca das práticas referentes à gestão de custos indicando a presença de isomorfismo mimético entre elas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Andrade, M.M. (2010). Introdução à Metodologia do Trabalho Científico. 10 ed. São Paulo: Atlas.

Bandeira, G. G., Benin, M. M., de Souza, M. A., & Machado, D. G. (2017). Utilização de métodos de custeio para fins gerenciais: aderência empírica em empresas da Região Sul do Brasil. SINERGIA-Revista do Instituto de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis, 21(1), 67-78. DOI: https://doi.org/10.17648/sinergia-2236-7608-v21n1-6623

Carvalho, C. A., Vieira, M. M. F., & Silva, M. G. S. (2012). A trajetória conservadora da teoria institucional. Gestão. Org, 10(3), 469-496. Acesso em 12/01/2023 em https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=7843174

Cavalcante, C. M. (2014). A economia institucional e as três dimensões das instituições. Revista de Economia Contemporânea, 18(3), 373-392. DOI: https://doi.org/10.1590/141598481833

Colauto, R,D.; Beuren, I.M. (2006). Coleta, análise e interpretação dos dados. In: Beuren, I.M. (Org). Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade: Teoria e prática. São Paulo, Atlas.

Costa, W. P. L. B., da Silva, J. D., Leone, R. J. G., Júnior, L. A. F., & Silva, S. L. P. (2019). Fatores determinantes para adoção das práticas da gestão de custos nas empresas de fruticultura. In Anais do Congresso Brasileiro de Custos-ABC. Acesso em 12/01/2023 em https://anaiscbc.emnuvens.com.br/anais/article/view/4533

De Melo, M. A., & Leone, R. J. G. (2015). Alinhamento entre as estratégias competitivas e a gestão de custos: Um Estudo em Pequenas Empresas Industriais do Setor de Transformação. BBR-Brazilian Business Review, 12(5), 83-104. DOI: https://doi.org/10.15728/bbr.2015.12.5.5

DiMaggio, P. J., & Powell, W. W. (1983). The iron cage revisited: Institutional isomorphism and collective rationality in organizational fields. American sociological review, 48(2) 147-160. DOI: https://doi.org/10.2307/2095101

Freire, A. P. F., & Lucena, W. G. L. (2021) Teoria Institucional. In: Almeida, K. K. N.; França, R. D. Teorias aplicadas à pesquisa em contabilidade: uma introdução às Teorias Econômicas, Organizacionais e Comportamentais. João Pessoa, Editora UFPB: 2021.

Freitas, C. A. S. D., & Guimarães, T. D. A. (2007). Isomorphism, institutionalization and legitimacy: operational auditing at the court of auditors. Revista de Administração Contemporânea, 11, 153-175. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-65552007000500008

GIL, A.C. (2012). Como elaborar projetos de pesquisa. 5 ed. São Paulo: Atlas.

Krajnc, J., Logožar, K., & Korošec, B. (2012). Activity-based management of logistic costs in a manufacturing company: a case of increased visibility of logistics costs in a Slovenian paper manufacturing company. PROMET- Traffic&Transportation, 24(1), 15-24. DOI: https://doi.org/10.7307/ptt.v24i1.265

Levin, J. (1987). Estatística aplicada a ciências humanas. 2ed. São Paulo, Harbra.

Levine, D. M; Berenson, M. L; Stephan, D. (2000). Estatística: Teoria e prática. Rio de Janeiro: LTC.

Lima, A. N., & Imoniana, J. O. (2008). Um estudo sobre a importância do uso das ferramentas de controle gerencial nas micro, pequenas e médias empresas industriais no município de São Caetano do Sul. Revista da micro e pequena empresa, 2(1), 28-48. DOI: https://doi.org/10.6034/30

Marconi, M.A.; Lakatos, E.M. (2010). Fundamentos de metodologia científica. 7 ed. São Paulo: Atlas.

Pereira, F. A. M. (2012). A evolução da teoria institucional nos estudos organizacionais: um campo de pesquisa a ser explorado. Revista Organizações em Contexto, 8(16), 275-295. Acesso em 12/01/2023 em http://www.spell.org.br/documentos/ver/8883/a-evolucao-da-teoria-institucional- nos-estudos---

Rebouças, L. S., da Rocha, E. M., da Silva, J. D., da Costa, W. P. L. B., Silva, S. L. P., & do Nascimento, Í. C. S. (2018). Práticas de gestão de custos nas indústrias salineiras do Estado do Rio Grande do Norte. Caderno Profissional de Administração da UNIMEP, 8(2), 95-114. Acesso em 12/01/2023 em https://www.cadtecmpa.com.br/ojs/index.php/httpwwwcadtecmpacombrojsindex php/article/view/196

Richardson, R. J. (1999). Pesquisa social. 3ed. São Paulo: Atlas.

Sales, R. L., de Barros, A. A., & de Araújo Pereira, C. M. M. (2011). Fatores condicionantes da mortalidade dos pequenos negócios em um típico município interiorano brasileiro. Revista da micro e pequena empresa, 2(2), 38-55. DOI: https://doi.org/10.6034/39

Santos, V. D., Dorow, D. R., & Beuren, I. M. (2016). Práticas gerenciais de micro e pequenas empresas. REVISTA AMBIENTE CONTÁBIL-Universidade Federal do Rio Grande do Norte-ISSN 2176-9036, 8(1), 153-186. Acesso em 12/01/2023 em http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3- 08/index.php/Ambiente/article/viewArticle/2598

Scapens, R. W. (2006). Understanding management accounting practices: A personal journey. The British Accounting Review, 38(1), 1-30. DOI: https://doi.org/10.1016/j.bar.2005.10.002

Silva, N. E. F.; Coelho, P. F. C. & Cavalcante, C. E. (2016) Isomorfismo e sustentabilidade: análise nas empresas do setor elétrico brasileiro. Exacta EP, São Paulo, 14(2), 251-268. DOI: https://doi.org/10.5585/exactaep.v14n2.6229

Simões, A. M. D., & Rodrigues, J. A. (2012). A abordagem da velha economia institucional na investigação em contabilidade e controlo de gestão: contributos teóricos. Revista iberoamericana de contabilidad de gestión, 10(19), 1-24. Acesso em 12/01/2023 em https://repositorio.iscte-iul.pt/handle/10071/13261

Spanholi, J. C, & Model, S. C. D. S. (2017). Alinhamento entre posicionamento estratégico e práticas de gestão de custos: um estudo em IES privadas gaúchas. In Anais do Congresso Brasileiro de Custos-ABC. Acesso em 12/01/2023 em https://anaiscbc.abcustos.org.br/anais/article/view/4333

Souza, M. A. D., & Heinen, A. C. (2012). Práticas de gestão estratégica de custos: uma análise de estudos empíricos internacionais. Contabilidade Gestão e Governança, 15(2). Acesso em 12/01/2023 em https://revistacgg.org/index.php/contabil/article/view/397

Souza, M. A. D., Lisboa, L. P., & Rocha, W. (2003). Práticas de contabilidade gerencial adotadas por subsidiárias brasileiras de empresas multinacionais. Revista Contabilidade & Finanças, 14, 40-57. DOI: https://doi.org/10.1590/S1519- 70772003000200003

Souza, M. A. D., Rasia, K. A., & Almeida, L. B. D. (2011). Práticas de gestão estratégica de custos adotadas por empresas brasileiras de segmentos do agronegócio. In Anais do Congresso Brasileiro de Custos-ABC. Acesso em 12/01/2023 em https://anaiscbc.emnuvens.com.br/anais/article/view/478

Souza, M. A. D., Schnorr, C., & Ferreira, F. B. (2011). Análise das relações custo- volume-lucro como instrumento gerencial: um estudo multicaso em indústrias de grande porte do Rio Grande do Sul. Revista de Contabilidade e Organizações, 5(12), 109-134. DOI: https://doi.org/10.11606/rco.v5i12.34797

Oliveira, A. G. D, Müller, A. N., & Nakamura, W. T. (2000). A utilização das informações geradas pelo sistema de informação contábil como subsídio aos processos administrativos nas pequenas empresas. Revista da FAE, 3(3). Acesso em 12/01/2023 em https://revistafae.fae.edu/revistafae/article/view/508

Vailatti, J. L., Rosa, F. S., & Vicente, E. F. R. (2017). A Teoria Institucional aplicada à Contabilidade Gerencial: análise da contribuição teórica e metodológica de publicações internacionais ocorridas no período de 2006 a 2015. Revista Catarinense da Ciência Contábil, 16(47), 97-111. DOI: https://doi.org/10.16930/2237-7662/rccc.v16n47p97-111

Veloso, L. C., Walker, L. V., da Silva, B. N., & COSTA, M. A. S. (2021). A utilização da gestão de custos em micro, pequenas e médias empresas em uma região do estado do Paraná. In Anais do Congresso Brasileiro de Custos-ABC. Acesso em 12/01/2023 em https://anaiscbc.abcustos.org.br/anais/article/view/4834

Downloads

Publicado

2023-09-07

Edição

Seção

Artigos de pesquisa científica e revisão do estado da arte

Como Citar

Gestão estratégica de custos e isomorfismo em micro e pequenas empresas de três setores. (2023). Costos Y Gestión, 105, 19-38. https://doi.org/10.56563/costosygestion.105.1